A MULHER QUE SE TORNOU MÃE, É UMA FORÇA DA NATUREZA
Para mim, sempre vi as mães como forças da natureza, capazes de mover pedras em prol da maternidade. Quando nasce uma mãe, com certeza nasce uma leoa junto.
E, durante muito tempo, eu enxerguei isso como algo 100% bom. Mas hoje eu penso e repenso: quanto peso a maternidade precisa, de fato, carregar?
Eu não sou mãe e tive referências de diversos tipos de maternidade, desde as mães solo até aquelas que contam com uma grande rede de apoio. E eu já julguei tanto. Sinto dor no coração por isso, mas a gente julga o tempo todo, não é?
Com o passar do tempo, porém, entendi que cada maternidade é única, e que as mães não precisam de mais julgamentos. Elas precisam de apoio, de escuta, de acolhimento.
“Ah, mas ela escolheu ser mãe. Tem que entender o que vai abrir mão.”
Sim, isso até pode ser verdade. Mas cabe a nós julgar isso? Cabe a nós apontar o dedo e dizer: “Fez, agora aguenta”?
Não, né?
Nossa passagem por aqui é tão curta. É um sopro no vento. Então, por que não fazer dessa passagem algo de que possamos nos orgulhar? Com mais empatia, mais acolhimento, mais respeito.
Então, hoje eu entendo que a mulher que se tornou mãe é, sim, uma força da natureza. Mas ela não precisa ser forte o tempo todo.
Ela merece ser reverenciada e amada.



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